Carey, as Doutrinas da Graça e o Esforço Missionário
Em 1805, William Carey (1761-1834) subscreveu o seu “Padrão de Concordância”, que orientava os irmãos da Missão de Serampore em seus labores. Entre os seus
Grandes Princípios, pode-se ler no primeiro parágrafo:
Temos a certeza de que somente aqueles que foram destinados para a vida eterna irão crer, e que somente Deus pode adicionar à igreja aqueles que serão salvos. No entanto, não podemos senão observar, com admiração, que Paulo, o grande campeão das gloriosas doutrinas da livre e soberana graça, foi o mais notável em seu zelo pessoal pela obra de persuadir homens a se reconciliarem com Deus.
(Reimpresso em OUSSOREN, A. H., ed. "Appendix A. The Bond of the Missionary Brotherhood of Serampore." In William Carey, Especially His Missionary Principles. Leiden: A. W. Sijthoff's Uitgeversmaatschappij N.V., 1945, p. 283. Este apêndice é uma reimpressão tomada de Periodical Accounts, vol. III, p. 199ff. O original “The Serampore Form of Agreement’, que expressa o acordo entre os missionários em Serampore, ocorreu em 7 de outubro de 1805. Para uma versão em inglês, consulte online: http://haykin.luxpub.com/index.php?option=com_content&task=view&id=44&Itemid=44. Consulte a parte final do artigo).

3 Comentários:
Algumas pessoas desconhecem o fato de que a Sociedade Missionária fundada em 2 de outubro de 1792 denominava-se, originalmente, PARTICULAR Baptist Society
for the Propagation of the Gospel Amongst the Heathen (Sociedade Batista PARTICULAR para a Propagação do Evangelho entre os Pagãos). Leia o livro conhecido como Enquiry (http://www.wmcarey.edu/carey/enquiry/anenquiry.pdf), escrito por Carey. A Sociedade Missionária surgiu em parte como resultado deste livro.
Kenneth Good em seu livro, Are Baptists Calvinists?,declara: "Ele seguiu para a Índia como um Batista Particular, e permaneceu nessa comunhão até a sua morte. As suas convicções eram as mesmas de Andrew Fuller, seu leal apoiador na Inglaterra". Erroll Hulse declara: "O grupo que se associou com Andrew Fuller, e incluía Pearce, Ryland... e Carey, permaneceu na tradição da Confissão de 1689".
A separação entre teologia e missões tem causado graves problemas à Igreja de Cristo no mundo. Até algum tempo atrás, missões era o resultado inevitável de uma teologia baseada na Palavra de Deus. Vemos isto na vida e obra do grande missionário batista William Carey, que viveu no século passado. Carey era um calvinista ardoroso, que tinha um coração inflamado por missões e não podia
compreender a obra missionária como outra coisa senão a extensão das suas convicções como crente no Senhor Jesus. A teologia da Sociedade Missionária de
Londres que ele fundou tem sido descrita como "... em todos os sentidos ... um
evangelicalismo com forte inclinação calvinista." Ian Murray menciona que no culto de abertura da Sociedade, Rowland Hill, um dos pregadores, reconhecendo o
esforço missionário dos seguidores de João Wesley, desejou-lhes entretanto "uma melhor teologia." Mais recentemente, ao escrever a introdução de uma obra contendo artigos de vários autores reformados sobre crescimento da igreja, Harvey Conn declara que "os autores permanecem convencidos de que a pregação e a
aplicação da teologia da graça soberana produzirá muito fruto na igreja mundial em crescimento.
Augustus Nicodemus Lopes, em Paulo, Plantador de Igrejas: Repensando Fundamentos Bíblicos da Obra Missionária.
(http://www.thirdmill.org/files/portuguese/97866~9_19_01_9-54-56_AM~augustus2.htm>
Confesso que quando me rendi a doutrina dita calvinista, tive dificuldade extrema com o evangelismo. Primeiro porque fui pentecostal durante mais de 14 anos. Tive dificuldade pois tinha até medo de falar qualquer palavra e ser considerado um arminiano. depois veio o conhecimento das doutrinas reformadas e nessa parte muitas vezes corremos o risco de ficarmos nesta fase para o resto da vida.O que estou aqui enfatizando aqui não é a questão de conhecer as sãs doutrinas, porém o momento em que passa-se a discutir certos pontos teológicos quem em nada contribui, senão para uma intelectualização da igreja. a intelectualização que aqui falo em momento nenhum é aquela que irá contribuir para no crescimento da IGREJA do SENHOR JESUS CRISTO. APENAS CRIARÁ um monte de intelectuais que saberão citar passagens inteiras de livros de Spurgeon, Ryle, Pink, mas jamais saberão anunciar o Evangelho ao povo de uma forma simples e clara.Conta-se que enquanto os muros de Constantinopla eram derrubados pelos otomanos, os teólogos dali discutiam quantos anjos caberiam na cabeça de um alfinete.Se a igreja onde congregamos, não possui uma prática evangelistica que seja levada a todas as classes sociais, letrados e iletrados, isto significa que o nosso evangelho precisa descer de nossas mentes até os nossos corações.Que DEUS tenha misericódia desse tipo de comunidade.
ALDO VASCONCELOS
É lamentável que os batistas, principalmente da CBB, ao fazerem congressos sobre "identidade batista", desconsideram a teologia que deu a consistência à História Batista feita por homens como John Bunyan, Carey, Spurgeon... todos firmemente bíblicos - calvinistas como disse Russell Shedd numa entrevista dada a uma revista.
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